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Maximo Vs Army of Zin



O homem que fez mais pelos boxers do que Mark Wahlberg regressa para levantar a sua espada contra uma ameaça mecânica.

Trazer a acção do clássico jogo Ghosts 'n' Goblins para o mundo tridimensional da PlayStation 2 foi um golpe de génio e, consequentemente, Maximo: Ghosts to Glory foi muito bem recebido na Primavera de 2002. Felizmente, a Capcom vai oferecer-nos uma sequela e parece que vai melhorar em relação ao original em todos os aspectos.

Maximo é um heróico cavaleiro medieval que, como qualquer herói que se preze, passa os dias a combater o Mal, a resgatar donzelas e... a apanhar moedas gigantes do chão. Tal como o jogo anterior, Maximo vs. Army of Zin é uma aventura de acção na terceira pessoa, bem humorada, com um grande ênfase na acção. Oito meses volvidos desde que Maximo e o seu amigo Grim (também conhecido como Morte - e equipado com uma foice) derrotaram legiões de mortos-vivos do terrível Achille, eis que uma nova ameaça surge no horizonte.

Ameaça mecânica

Grim não é uma personificação antropomórfica feliz porque as almas dos mortos estão a ser, mais uma vez, impedidas de entrar no seu reino, mas Max tem assuntos mais violentos entre mãos. Um exército de monstros mecânicos está a assolar o interior, alimentado por estranhas esferas azuis - poderão as almas desaparecidas e a fonte de energia estar ligadas? Podes crer!! Cena: Maximo a correr, a saltar, a esfaquear e a abrir caminho por entre aldeias, florestas e até uma nave, num esforço para deter o terrível Army of Zin.

Graficamente, Army of Zin é bastante idêntico ao primeiro jogo, o que não é mau, uma vez que o aspecto detalhado e ao estilo dos desenhos animados de Maximo (a fazer lembrar a banda desenhada de Astérix) já estava à frente do seu tempo em 2002 e continua a fazer sombra ao poderio contemporâneo de Ratchet & Clank 2 e Jak II. Há mais detalhes em Army of Zin, com as folhas a caírem das árvores no Outono, pedaços de relva a serem cortados (em busca de dinheiro) e mais terrenos ondulantes. A verdadeira alegria está no desenho dos guerreiros Zin: esqueletos ao estilo do Exterminador, robôs lutadores com grandes queixos e um andróide dragão com uma mini-arma que veste um... celeiro?! A sério! Juntemos alguns sustos mais mortos do que vivos, tais como corvos com cabeças de abóbora e espectros de humanos, e temos um conjunto de inimigos simplesmente excelente, apesar de um pouco mais de variedade (à la Ratchet & Clank) ter sido bastante apreciada.

Max de aço

O controlo de Maximo foi bastante melhorado, com total controlo sobre a câmara com o manípulo analógico direito e uma manobra de bloqueio caso "falhes" aquele salto. O nosso herói também possui mais movimentos de combate desde o início do que aqueles que possuía no FINAL do jogo original e a capacidade de passar dos 30. Tal como Beyond Good & Evil e Prince of Persia, Max pode mudar a direcção dos ataques quase instantaneamente, permitindo manter a sua vantagem mesmo quando está rodeado de inimigos (um problema a sério com o primeiro jogo). Max também tem acesso a um martelo de guerra que pode utilizar como uma lenta mas poderosa alternativa à sua espada.

Chave de fendas em movimento

Mesmo com tantas melhorias - muitas mesmo - é surpreendente como tantos pequenos elementos do original ainda estão incluídos. Apesar de ter pontos de controlo aos quais voltas depois de morreres, continuas a ter vidas que limitam o número de vezes que podes voltar a nascer - uma viagem de regresso ao ecrã de início só para recarregares todo o nível é muito frustrante. Junta a isso as muitas secções de plataformas de morte instantânea (falha um salto e podes descontar mais uma vida) e o perpétuo renascimento em Ratchet & Clank parece-nos bastante atraente. Para compor a frustração, começas cada nível com a saúde e a armadura com que acabaste o último nível, o que, muitas vezes, significa que tens apenas uns boxers vestidos se tiveres combatido com um vilão de fim de nível. Ah sim, e esse terrível corvo, ladrão de moedas, também aparece. Grr!

Os fãs do exército de Maximo vão ficar aliviados por saber que Army of Zin mantém o charme e a acção do jogo original, enquanto que melhora muitas das facetas mais frustrantes que impediam o jogo de ser um verdadeiro clássico. Se ainda não entraste nos boxers do nosso valente cavaleiro (isto pareceu mais ordinário do que devia), Maximo vs. Army of Zin é uma aventura de acção bastante agradável e um bom local para uma luta pelo Bem.


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